Por: Alberto Domingos-Jornalista Imobiliário:
A recente greve dos taxistas anunciada, para os dias 28, 29 e 30 de Julho, que paralisou grande parte do transporte informal em Luanda e noutras províncias angolanas, desde a manhã desta segunda-feira, está a gerar reflexos que vão além da mobilidade urbana. O sector imobiliário, sensível às dinâmicas sociais e económicas, está a sentir de forma directa os impactos dessa paralisação.
A redução drástica de táxis disponíveis nas ruas, especialmente os “azuis e brancos”, principal meio de transporte de milhares de angolanos, muitos deles, potenciais compradores, arrendatários e até corretores imobiliários vai agravar as dificuldades de deslocação já existentes.
Visitas a imóveis, reuniões presenciais e até mesmo o ritmo de vendas em zonas periféricas e emergentes como Zango, Kilamba, Viana, Benfica e Camama, que dependem fortemente do transporte informal, em muitos casos, vão ser fortemente afectadas.
Pequenos empreiteiros, pedreiros, canalizadores e técnicos de manutenção, que dependem do táxi como meio de transporte, estão com dificuldades para chegar aos seus locais de trabalho, uma realidade que terá impacto nas cadeias de serviços do sector, tais como: Atraso nos cronogramas de obras, ampliação do tempo de resposta para manutenções, o que pode condicionar a entrega de novos empreendimentos, sobretudo em Luanda.
Mais do que um problema pontual, a greve dos taxistas trata-se de um sinal de alerta para políticas públicas de transporte e para uma necessária modernização da actuação imobiliária no país
Para as empresas do sector, aqui vai a minha recomendação de acelerarem urgentemente o uso de ferramentas digitais para visitas virtuais, assinaturas electrónicas de contratos e atendimento online.
Mais uma vez, a greve dos taxistas expôs, de forma contundente, a dependência do sector imobiliário angolano da mobilidade urbana informal.
Por isso, o futuro do mercado imobiliário, poderá passar, cada vez mais, por uma integração entre urbanismo, tecnologia e soluções de mobilidade sustentáveis.
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