O Governo lançou oficialmente a venda e arrendamento de 800 apartamentos T3 em quatro novas centralidades: General Txizainga (Lunda Sul), Mbanza Kongo (Zaire), Carreira de Tiro (Malanje) e Cazengo (Cuanza Norte) com condições de pagamento acessíveis e foco na inclusão social. Esta ação histórica, que celebra os 50 anos da independência nacional, marca também o fim do ciclo de construção de centralidades pelo Estado, conforme anunciado pelo Presidente João Lourenço. Os imóveis serão vendidos em regime de propriedade resolúvel, com prazo de até 30 anos e juros anuais de apenas 3%, permitindo prestações mensais entre 115.761 Kz e 124.149 Kz. Para quem preferir arrendar, o valor será fixado em 20.630 Kz mensais, conforme os Decretos Executivos Conjuntos n.º 11/25 e 12/25 garantindo condições mais acessíveis para milhares de famílias angolanas.
Os preços variam conforme a localização: nos projetos de Cazengo, Carreira de Tiro e Mbanza Kongo, os apartamentos estão avaliados em 27,6 milhões de kwanzas, com prestações mensais de 115.761 Kz. Já na centralidade General Txizainga, o valor sobe para 29,6 milhões Kz, com prestações de 124.149 Kz. Para quem optar pelo arrendamento, o valor será fixado em 20.630 Kz mensais, aplicável apenas a contratos celebrados após a entrada em vigor dos decretos. A distribuição dos imóveis será feita por sorteio ou atribuição direta, com critérios definidos pela entidade pública responsável. De acordo com o Decreto Presidencial n.º 278/20, 30% das unidades serão destinadas a funcionários públicos, 20% à juventude, 15% ao público em geral, 15% a empresas públicas e privadas, 10% para reserva de emergência, e 5% para antigos combatentes e pessoas com deficiência.
O financiamento para a conclusão das obras vem das receitas geradas por outras centralidades já habitadas, sob gestão do Fundo de Fomento Habitacional, que também será responsável pela comercialização. Com esta medida, o Estado angolano reforça o compromisso de garantir o direito à habitação, previsto na Constituição, e inicia uma nova fase da política habitacional: mais inclusiva, sustentável e voltada para o fortalecimento da iniciativa privada. O futuro da habitação em Angola passa agora por infraestruturação de terrenos para auto-construção, produção local de materiais e incentivos ao setor privado, incluindo cooperativas, igrejas e cidadãos que queiram investir no setor.
Fonte: Expansão
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